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OI, MEU AMOR

15 de dezembro de 2017


Oi, meu amor,

Eu tinha que te escrever uma carta, para um exercício, saiu um poema que ninguém entendeu. Volto para que você entenda, pelo menos.

Estava ouvindo Julio Sosa, que eu não escuto porque eu tenho medo de escutar Julio Sosa. Porque el tango es fuerte, tiene olor a vida… E eu passei a vida mastigando sonhos. Porque sou uma árvore que nunca deu frutos. Porque soy un perro que no tiene dueño. Porque tengo odios que nunca los digo. Porque cuando quiero me desangro en besos. Porque quise mucho, y no me han querido. !Por eso!

Assim que acabou La Comparsita o shuffle pulou pra Uno… Si yo tuviera el corazóón, el corazóón que diii…  Ai, gorducho, você sabe… Que uno se ha quedao sin corazón, não sabe?

O que eu faço? Tantos mistérios… Lembra quando escutávamos Cambalache indo pra Barra? Que el mundo fue y será una porquería, ya lo sé… Repara que Cambalache é o enredo do Brasil de agora, né! Dá na mesma que seja padre, preguiçoso, capanga, cara-de-pau ou um clandestino. Qualquer um é cavalheiro. Qualquer um é ladrão. Tudo é igual, nada é melhor, o mesmo burro e um grande professor. Sem enrolação nem reclamações, os imorais nos igualaram. 

De pato pra ganso, a tia Celina ligou e disse que você estava um pouco triste, é verdade?

“Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que fez tua rosa tão importante”.

Pensa que eu esqueci? Nem do tango. Nem do Pequeno Príncipe.

 

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Vaca

Autor

Moo

Comentários (2)

  • dezembro 19, 2017 by Pops Sense

    Pops Sense

    E o poema???

    • Vaca

      dezembro 20, 2017 by Vaca

      Vaca

      Achei melhor aposentar. rs

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