crônica

MULHER NO VOLANTE

17 de novembro de 2017


Há muito tempo escrevi uma carta para o Detran esclarecendo meu comportamento, desde os 16 anos.

Eu dizia, Detran, eu tenho dois irmãos mais velhos e uma das diversões deles e dos melhores amigos (que também foram meus irmãos durante muito tempo, e até hoje quando eu encontro quase nunca, o Bobera, o Dudu, que me ensinaram o cavalinho-de-pau, seguido do vira-mundo). Bem fácil, é só você acelerar muito, preferencialmente num terreno baldio e de terra, e num súbito brecar com o freio de mão, e virar a direção devagarinho para o lado esquerdo, mais fácil que o direito, e rodar feito um doido o carro 360 graus.

Era muito divertido fazer merda com os amigos dos meus irmãos… com 16 anos, a gente quase se matar com os amigos dentro de um Uno… O Uno vermelho da mãe do Bobera, que mal ela sabe, o dia que o carro entortou pra direita, o Bobera falou que estacionou o carro pra comer no Da Hora (que ficava numa quase favela ali perto de Mambucaba), e que quando voltamos o carro já estava assim, entortado, mãe.

Eu sei Detran, desde os tempos remotos, quando pontos ainda não existiam e a multa era barata, eu preferia dirigir à 140km, o mínimo que uma pessoa pode andar na estrada, agora, 40km, com essas consequências?? Uma sacanagem! Como vocês pretendem que eu e aquele cara do Porsche que passou pela gente na Castelo, como vocês pretendem que sobrevivamos?

Se Ayrton Senna ainda fosse vivo, Detran? Ayrton Senna teria a carta caçada por ustedes?

Vocês não iam deixar o Ayrton Senna dirigir, mas a minha mãe sim?

Não é justo, Detran, nunca foi, uma pessoa como eu, o Ayrton e o cara do Porsche, ser punida e a minha mãe continuar por aí, sem multas! Bem como meu irmão mais velho, que nunca esqueceu o dia do rodízio (isso por si só já deveria ser penalizado).

 

 

5


5 likes

Vaca

Autor

Moo

Comentários (1)

  • novembro 17, 2017 by Ana Cá Pops Sense

    Ana Cá Pops Sense

    Adoro

Seu e-mail não será publicado.