crônica

ESCREVE AÍ

12 de fevereiro de 2017


Vocês sabem que no mato tudo chega depois. Luan Santana, por exemplo. Cantores e atores da moda, um boi e uma vaca só descobrem depois que deixa de ser moda. A filha do Zézinho que cuida aqui de fazenda, vive cantando Luan Santana, mas eu só me dei conta o dia que assisti uma entrevista do Luan Santana, com aquele Danilo Gentili que o Zézinho adora, e eu também gosto, só é pena que nenhum dos entrevistados me interessa.

Mas hoje o entrevistado foi o Luan Santana. Ele se veste estranho, como a maioria dos homens humanos dos grandes centros. Camisa justa colada no corpo, a manga do braço dobrada até o ombro. Um cabelo comprido com coque esquisito.

A Juliana, do programa do Danilo, quase morre de amor por ele. A filha do Zézinho, justo hoje, não está. Acho engraçado as mulheres sentirem desejos sexuais pelo Luan Santana. Eu que sou vaca, jamais toparia. Mas veja, que animal do sexo feminino não gosta de uma música romantica?

Pois eis que Luan Santana pega seu violão todo rabiscado de azul, eu acho que é o desenho de um lobo (protesto bovino), e me toca uma música romantica em acústico.

“É que eu te amo e falo na sua cara

Se tirar você de mim não sobra nada

O teu sorriso me desmonta inteiro

Até um simples estalar de dedos

Talvez você tenha deixado eu ir

Pra ter o gosto de me ver aqui

Fraco demais para continuar

Juntando forças para poder falar

Que eu volto.

É só você sorrir que eu volto

É só você fazer assim (um estalar de dedos)

Que eu volto”.

Ah, humanos!

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Vanessa Agricola

Autor

Vanessa Agricola Moo

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